Síntese das Discussões e Encaminhamentos do III CONECS

Concluída a Síntese das Discussões e Encaminhamentos do III Conselho Nacional de Estudantes (CONECS) ocorrido em Fortaleza – Ceará.

É importante debater as discussões nas escolas afim de levarem o acúmulo ao ENECS 2012, pois muito do que foi discutido e encaminhado no III CONECS será reavaliado ou aprofundado no Encontro Nacional.

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Síntese das Discussões e Encaminhamentos do

III CONECS [Fortaleza-CE]

ANÁLISE DE CONJUNTURA DO MECS / ENCAMINHAMENTOS DO ENECS2011

UECE: Gestão de C.A ate Julho. Esta ocorrendo um processo de separação do curso entre bacharelado e licenciatura. Falta de estrutura para ocorrer essa mudança. Passamos por um momento onde pessoas que estavam ausentes do MECS está voltando a se inserir. A construção da ANECS foi um pouco debilitada por conta das lutas que ocorreram esse semestre. Passamos por uma continuidade em gestões de CA indicando melhor organização. Enfrentamos dificuldades de agregar militantes por conta da concepção do curso passada pela academia e professores que afastam estudantes do ME. Passamos por um processo de reestruturação curricular, seguida a risca pelo MEC, que além de ser prejudicial porque separa currículos específicos para o bacharelado e outro pra licenciatura, não pode ser implementado porque temos falta de mais de 300 professores efetivos. Além disso foram tiradas cadeiras mais criticas e analíticas do currículo da licenciatura. Esse projeto do MEC se apropria indevidamente da bandeira de autonomia levantada pelo ME de forma a separar os cursos e não dar estrutura para eles além de precarizar os cursos. O CA tem uma pratica de colocar força em formações usando cine club’s e debates. Nosso ME ainda luta por reivindicações da ultima greve. Tentamos uma audiência com o Governador para tentar resolver nossos problemas, mas enfrentamos o descaso do governante. Durante todos os processos de luta que permeio esse ultimo ano, foi criado um fórum entre as três universidades publicas do estado. Nossa luta culminou em uma ocupação de reitoria que foi muito bom no nível de mobilização, mas nem tanto em relação aos ganhos.

UFRJ: Há muitas pessoas com pensamento emancipador, de esquerda, porem essas pessoas não conseguem elaborar e formular para o MECS. Elas não costumam militar no dia-a-dia. Aponto também uma forte criminalização do ME pelos professores. Na formação do curso, não temos cientistas sociais que podem intervir na sociedade, apenas ficarem elaborando “ciência” nos moldes da atual academia. Há uma grande diferença entre conhecimento e pratica e nesse processo perdemos muitos militantes em potencial. Indicativo que a falta de extensão é uma causa da falta de união entre teoria e pratica e que se tivéssemos mais poderíamos formar sociólogos mais atuantes e militantes melhores. Apontamento que a ANECS lute mais por essa questão da extensão. Há uma total contradição entre a estrutura que é apresentada para os estudantes e a oferta de bolsas, prédios bonitos no entanto sem investimento de bolsas de pesquisa. O CA, desde 2009, é autogestionado. No começo havia muita participação dos estudantes, mas hoje temos pouca participação dos estudantes. Uma explicação que fica pra isso é que as pessoas interessadas enfrentam problemas de desorganização e falta de estrutura do CA para tocar os processos. Mesmo com os problemas é identificado um interesse de pessoas em participar do CA. Eles possuem um bom material da historia do ME da universidade deles, mas não possuem muito material sobre o MECS.

UFMG: A escola está a cargo de dois GTP’s: Sociologia no Ensino Médio (UFMG) e Universidades Públicas (PUC- MG). As pessoas do CA ainda estão tentando entender quais são as relações entre os estudantes de C.Sociais e a ANECS, tendo em vista que mesmo dentro do CA tem pessoas que não reivindicam a ANECS. A grande tarefa que estão fazendo é tentar criar uma identidade da ANECS com os estudantes. Fazer explicação com os novos estudantes, colocar bandeiras e outras formas de divulgação da entidade. Apontamento que as pessoas do CA tiveram problemas para tocar as lutas por conta da conjuntura de lutas da cidade e por conta da construção do ENECS. Estão tentando organizar os estudantes do sudeste para debater e consolidar a ANECS.

USP: Houve muita participação dos estudantes de SP no ultimo ENECS, que culminou na criação de um blog dos estudantes do estado para discutir as pautas que foram levantadas no encontro. As pessoas começaram a se animar muito para a construção da ANECS, mas a conjuntura de lutas deu uma dispensada nesse coletivo. Houve pouca participação nesse CONECS dos estudantes de SP por conta da falta de transporte. A USP, no momento, não tem muita participação no MECS, tem muita participação dos estudantes no ME geral, mas não no local. Ferramentas, como um jornal, tentam consolidar a ANECS em quanto entidade referenciada pelos estudantes. Já esta havendo uma mobilização para a ida ao ENECS 2012. O curso tem muita contradição, tendo em vista a historia de luta que a USP tem, e o momento de conservadorismo que se apresenta. A grade ainda esta em uma boa condição. Há marginalização do ME. Acredita que 2012 vai haver uma melhora da participação dos estudantes no MECS.

UFPE: A ultima eleição que o DA teve foi 2008, de la pra CA houve uma parada por conta da conjuntura. Em 2010 tentou-se retomar essa questão. O pós-enecs daquele ano ajudou muito a dar um gás na mobilização. Muitas debates sobre o ME e sobre gestão do DA. Depois de vários debates aprovaram uma estatuinte onde dizia que o DA seria autogestionado. Sobre os encaminhamentos do ENECS acreditaram que não deveriam tocar todas as bandeiras, tendo em vista que discordavam de algumas propostas e que algumas delas não dialogavam com a conjuntura da universidade. Enfrentaram lá um processe autoritário sobre o processe de dissociação do curso. Enfrentaram um caso grave de abuso de um professor sobre uma estudante. Estao passando por um processe de mudança da estatuinte. O problema maior desse processo é o autoritarismo da reitoria em não abrir o processo para os estudantes e servidores.

PUC-MG: A licenciatura ate pouco tempo não tinha grade estabelecida, isso gerava sérios problemas ate porque o curso é pago. O curso é bem pequeno, e dentro de uma universidade privada que tem uma lógica de mercado, os estudantes estão sofrendo ataques no seu processo de educação. O modelo usado lá é de modulo que uni dos semestres na mesma sala prejudicando a formação e bagunçando tudo. O problema das matriculas é constante tendo em vista que os que não têm dinheiro pra efetuar a matricula cedo, não tem mais vaga para cadeiras boas. Nessa Universidade a situação do curso é tão ruim que o Boicote do ENADE foi massivo naturalmente por conta da situação. A universidade enfrenta uma direita organizada que gera uma disputa desleal para as pessoas de esquerda. Porem mesmo com as dificuldades a contradição da estrutura da universidade propicia um debate bom com os estudantes que enfrentam dificuldades em se manter na universidade privada. Por conta do boicote a licenciatura tem grade.

UFPA: Em relação ao movimento nacional há uma dificuldade de organizar os estudantes da região, que no momento são duas. Aponta que há uma forte tentativa de mobilização para a organização nacional, mas na região não há muita formulação. Encontram dificuldades para tocar luta por conta da desorganização dos estudantes, acomodação destes e um desinteresse dos estudantes pelas pautas do MECS. O apoio dos estudantes é apenas de boca, entendem a pouca, mas não se mobilizam. Entendem que precisam se organizar e lutar, mas não sabe bem como fazer isso. Há tentativas de organizar o MECS na região por meio de debates e ERECS. Houve uma dissociação das habilitações, mas ela se da de modo mais disfarçado já que os estudantes entram todos juntos e no meio do curso eles escolhem sua habilitação, mas não se tem na universidade uma estrutura adequada para as duas habilitações. Enfrentam dificuldades para tocar o projeto de PPC, o projeto que estava sendo construído foi simplesmente trocado por um apresentado pela direção da universidade. Por conta de mobilização dos estudantes e acomodação dos professores conseguiram passar seu PPC original, mas com algumas debilidades. Encontramos lá a manifestação da diferenciação entre pesquisa e ensino entre as duas habilitações. Tentaram divulgar a ANECS em alguns momentos durante o período letivo.

UFRRJ: O curso foi criado por conta do REUNI. A partir de 2010, as turmas formaram o primeiro C.A, mas com o tempo ele foi se esvaziando. Em maio de 2011 novas eleições foram puxadas e nenhuma chapa se inscreveu, assim de modo espontâneo pessoas interessadas puxaram esse processo e formam hoje a gestão de C.A. Com a semana de integração, feita por esse gestão, novas pessoas se aproximaram do C.A. Uma pauta que mobiliza muito é a precarização da infraestrutura. Problemas em articular os estudantes do Rio de Janeiro. Acredita que o próximo ERECS ajude a consolidar melhor a relação dos estudantes e ajudar a construir o MECS e a ANECS. É dito que o pessoal mais antigo no curso mostra mais resistência em entrar no M.E, mesmo que muitas vezes eles mostrem um posicionamento de esquerda.

UNB: O curso é dividido entre c.politica e antropologia sociologia. As pessoas do c.politica é bem conservador e difícil de conversar. E mesmo na sociologia o debate é difícil de fazer. Problemas, gerado por questões elitistas, geraram revolta nas pessoas que queria entrar no mestrado. A classe dos professores não demonstram uma organização orgânica com os estudantes. Sempre que ocorre uma luta conjunta, os professores abandonam os estudantes quando suas pautas são conseguidas. Ocorre um avanço na questão da organização dos estudantes em torno do movimento nacional. Dentro da c.politica, houve uma melhora da participação dos estudantes na luta do ME nos últimos 3 anos. O instituto, por notar uma melhor organização dos estudantes, esta burocratizando ainda mais os processos para dificultar as ações dos estudantes. O curso de c.politica pouco tem estudo sobre a sociedade, estudando mais as instituições.

UFSM: Antes de 2010 não há uma sistematização de como as pessoas acompanharam os últimos encontros e articulações nacionais. A atual geração tenta organizar melhor as atuações do curso no MECS. O curso tem pouco conhecimento sobre a ANECS. A atual geração tem muita vontade de tocar lutas. Apresentam uma oposição organizada. O inicio da gestão do DA foi muito bom em relação as pessoas que atuavam, mas essas pessoas foram saindo da gestão ao longo do processo. A escola tentou puxar o ERCS Sul, mas não foi possível manter uma organicidade, por conta de poucas pessoas tocando esse processo. As pessoas que entram agora no curso têm certo repudio a luta do DA. A direta usa táticas indiretas e mais ou menos expressivas que acabam por gerar uma atual repulsa pelo DA. Na ultima formação de DA houve uma união entre as forças de esquerda para dar força para luta na universidade. Estam tentando restabelecer um contato com as pessoas que não gostam do DA e também melhor trabalhar o dialogo com as pessoas que entram no curso. Mostram que temos uma cultura de chegar nos estudantes procurando militantes e não estudantes de ciências sociais. Entao deveríamos tentar mostrar pra eles em que contexto estão inseridos para depois tentar puxar deles um sentimento militante.

UFRGS: Os nomes de referencia da regional sumiram e não dão noticia e ignoram a construção. Em relação a UEM, diz que acabaram de passar por um processo de ocupação de reitoria. Eles conseguiram um maior espaço entre os estudantes e a universidade para debater reforma curricular e a melhoria da estrutura. Na UNI-Oeste, também estão envolvidos na rearticulação dos C.A’s e na busca de espaços físicos destes. As principais pautas são Assistência Estudantil, com foco maior no R.U. A PUC-PR eles são um curso novo, com 80 alunos, mas a maioria é descomprometida e sem movimentação. A UFPR está com nova gestão do D.A, após a greve teve uma maior articulação a licenciatura. Os particulares do Paraná não se têm contato. Em Santa Carina, a UFSC, eles não têm muito contato sendo que este contato não é pela CR e sim por outras pessoas. Não tem D.A, mas por conta da greve as pautas que estão mais mobilizando são a descriminalização dos estudantes e assistência estudantil. A partir desse contato e desse contato, Priscila foi ate a universidade para fazer uma oficina explicando o que é a ANECS, o MECS. Algumas pessoas estavam bem interessadas e isso culminou numa tentativa de reformação do C.A, mas ainda não tem confirmação de como esta o processo. Na PUC- RGS é impossível ter contato com as pessoas porque não se tem contato com ninguém. Lá tem um C.A unificado entre vários cursos. Foram tentadas algumas reuniões, mas nunca há interesse desse C.A unificado em debater. Na UFPEL tem um novo D.A, eles estão usando uma nova estratégia mesclando a proximidade das pessoas mais antigas com o M.E e atividades acadêmicas para aproximar pessoas novas do C.A. A estratégia esta dando certo, já que o C.A esta tendo maior contato com novos estudantes. Na UNISINOS é a única universidade particular que há um contato direto com o pessoal. Houve uma ajuda da CN para que não fosse fechado o curso. Hoje o curso é só licenciatura, o curso de bacharelado não abre vagas há mais de 10 anos. Há vários semestres não tinham vestibulares nem para licenciatura. O curso estava sendo basicamente na EAD. A ajuda da CN foi efetiva. Na UFRGS tem mais ou menos 1000 estudantes de C. Sociais. As habilitações são separadas, a escolha da habilitação é feita durante matricula. Fala que muito difícil a dupla habilitação no curso por conta de problemas burocráticos. O D.A tenta repassar melhor como funciona a burocracia do curso. A maior pauta hoje é em relação ao curso de políticas públicas, que gerou modificação no currículo que existia. O curso está ganhando um caráter mais tecnicista. Os estudantes, de modo geral, aprovam essa mudança, porque os estudantes que não tem bolsa de pesquisa e nem que são militantes ativos são trabalhadores e isso ajuda na manutenção de seus empregos. Não tem atividade de extensão da Ciências Sociais, apenas o PET. Desde a volta do ENECS está havendo um trabalho de aproximação entre o C.A e a ANECS. Ate agora não foi obtido êxito em se puxar assembléias para se tirar os CR’s por falta de corrum, sendo assim apenas foram escolhidos CR’s provisórios. A universidade esta passando por um processo de não conseguir agregar gente nova ao C.A. Mesmo nesse processo algumas pessoas ainda estão conseguindo se articular para puxar o ERECS.

UFBA: O REUNI tem sido um grande problema para os estudantes. Sendo essa a primeira universidade a adotar o modelo, a força que tem que fazer para barrar os ataques disso é grande. A precarização grande do universidade gerou indignação nos estudante e isso aproximou ainda mais estudantes para perto do CA. Houve um ato no centro para que outros cursos que sofrem com os mesmo problemas da C.Sociais agregou mais lutadores pelas pautas da educação e também mais estudantes se interessaram pela luta do MECS. O semestre vai começando com muita mobilização. Uma boa chapa foi formada depois das lutas do semestre passado, chapa essa que é a única que constrói a ANECS. Aponta que o perfil dos estudantes que vão aos encontros é mais para turistar, mas ainda há aqueles que se interessam em tocar a luta do MECS. Uma comissão foi criada para tentar fomentar o debate sobre o MECS.

UFRB: Os estudantes têm dificuldade de se inserir nas lutas do MECS. A maioria dos estudantes dos estudantes militantes são autônomos. O que reverbera em não ter CA, a ultima gestão que ocorreu era “legal”, não sendo reconhecida pelos estudantes autônomos. Em 2008 e 2009 não teve gestão e as pessoas foram colocadas nos cargos por aclamação, por querer participar do movimento e o segundo CA de 2009 também. Daí apontamos a participar dos espaços do MECS e fomos para o ERECS-MA, porém lá sofremos racismo, sentimos uma falta da base em todas as escolas que foram para o encontro. Construímos o EBECS para debater nossa conjuntura para a realidade local em cima do que queríamos para o encontro regional, pois não nós víamos nos encontros nacionais nem nos regionais. O CA passado robou mais 1.500 reais de ida para o ERECS. Tirando a gestão do CA só foram 4 pessoas para o ERECS-PE por essa conjuntura de não aceitação do CA. Depois o CA montou uma chapa mesmo os estudantes não querendo uma eleição. Teve duas chapas mas não houve eleição. Em 2011 houveram mais de 35 assembleias gerais, eram duas por semana. Uma era para discutir o EBECS e outra para discutir REUNI e estrutura do curso. De lá tiramos quais as pautas principais da universidade. Tudo que propúnhamos era vetado pela universidade. A reunião pós-ENECS foram tirados duas pessoas para articulação regional, porém como referencia só ficou apenas uma referencia.

UFC: O perfil de estudante é, historicamente, elitizado. Mas nos últimos anos temos uma proletarização do curso. Os laboratórios são monopolizados pelos professores. Isso inviabiliza o aumento do numero de bolsas. As poucas bolsas que os estudantes tem acesso é uma bolsa de precarização que coloca os estudantes para fazer trabalho de servidores. Essa situação faz com que ate 2010, os C.A’s tinham gestão, mas não tinham cultura de se inserir na política. Era uma coisa apenas de brincadeira. Ao fim dessa gestão, passou-se um ano sem gestão, e nesse período foi organizado um coletivo para amadurecer essa atuação no curso. Desse coletivo nasce a ultima gestão. Nessa gestão algumas dificuldades foram quebrar essa cultura sobre o M.E. Muitos debates foram travados para melhorar os debates dos estudantes. As semanas de recepção foram mais calorosas e politizadas. Os pré-ENECS foram feitos e os estudantes foram um pouco mais organizados para os encontros. No curso há três questões fundamentais: o curso noturno que foi aprovado pelo REUNI e ele é um curso que acabou precarizando a estrutura do departamento do curso porque não houve uma preparação do departamento para atender a essa demanda. O problema do currículo esteve bem presente. Problemas entre os estudantes e os professores no seminário que tinha como objetivo debater esse currículo. As mudanças que ocorreram não alteraram mesmo o currículo, as mudanças alteraram apenas a burocracia desse currículo. A outra questão fundamental é a licenciatura que em 2010 foi inserida no SISU e agora 50% dos estudantes são dessa habilitação. Mas esses estudantes são esquecidos, porque o departamento não dá suporte para que ele exista, sendo que as aulas para a educação são dadas em outros cursos. Após o ENECS, o curso sofreu um semestre muito difícil. Esvaziamento da gestão foi um grande problema. Não houve uma nova eleição do C.A. A universidade ficou com o GTP de sociologia no ensino médio.

BALANÇO, DIFICULDADES PERSPECTIVAS DA ANECS (ENCAMINHAMENTOS)

  1. Apontamento da ANECS concretizar um mapeamento das escolas a nível nacional e que socialize esse “raio-x” amplamente nos veículos de comunicação do MECS ou em forma de cartilha.

  2. Que a ANECS cumpra um papel de acompanhamento dos GTP’s, para que os mesmos funcionem e produzam material.

  3. Acompanhar a construção de nossas instâncias.

  4. Que a ANECS aponte a longo prazo para a construção de um material de auto-avaliação, a partir da realidade das Ciências Sociais.

  5. Produção de uma Cartilha da ANECS que contenha nosso acúmulo até o momento para ser amplamente divulgada.

  6. Linkar atividades do MECS com certificados e metodologias diferenciadas para debater questões políticas.

  7. Apontamento haver reuniões virtuais, regionais da articulação, afim de ajudar a construir de modo mais eficiente uma articulação mais orgânica.

  8. Identificação dos sujeitos do MECS, afim de saber o que queremos com eles para ajudar na correção de erros que já se tornaram vícios.

  9. A consolidação da ANECS virá do fortalecimento das articulações regionais, não com sepatismos, mas dando mais importância no acompanhamento destas e fortificando seus espaços de discussão, fazendo com que as demandas destas balizem as atividades da Articulação Nacional.

  10. Proposta de realizar seminários de formação para identificar as pessoas que tem interesse em construir o MECS e as articulações. Se possível que estes espaços ocorram entre os encontros.

  11. Produzir um material que aponte nossos consensos/bandeiras e que esclareça quais são nossas instâncias deliberativas e executivas, afim de dar mais força na nossa mobilização, pois o estudante de ciências sociais só vai se sentir instigado para participar do espaço quando se sentir tocado pelas atividades.

ANECS ESTATUTO

(ENCAMINHAMENTOS)

  1. Foi encaminhado que no ENECS 2012 será iniciado um Grupo de Trabalho Provisório Estatutário, para que apontemos para aprovar o Estatuto da ANECS no ENECS 2013.

  2. Foi feito uma Carta de Princípios Provisória no CONECS-CE para ser debatida nas escolas e acumularmos nas instâncias do MECS, no intuito de sairmos do ENECS 2012 com a Carta de Princípios definitiva da ANECS.

CARTA DE PRINCÍPIOS PROVISÓRIA

CONCEPÇÕES GERAIS (VISÃO DO MUNDO)

  • A ANECS se posiciona contra a sociedade capitalista que mercantiliza todas as esferas da sociabilidade do homem, da mulher e da natureza;

  • A ANECS é contra a precarização do trabalho que explora cotidianamente a classe trabalhadora;

  • A ANECS não se limita ao campo da legalidade na luta pela emancipação humana;

  • É principio da ANECS se aproximar e dialogar com movimentos populares que pautem e aglutinem forças para uma mudança social, econômica e ideológica;

  • Reconhecimento da existência da luta de classes.

CARÁTERDASCIÊNCIASSOCIAISEDAEDUCAÇÃO

  • Vinculação teoria prática;

  • Contra mercantilização da Educação;

  • Orientação da Formação dos cientistas sociais voltada para classe trabalhadora as contradições da mesma;

  • Construir uma educação que seja emancipatória, que desperte senso critico que não diferencie os que pensam os que executam. Por uma educação pública, gratuita, popular,  de qualidade laica.

COMUNICAÇÃO

  • Combater e denunciar formas de corrupção e manipulação de informações, em especial quando comprometam o direito publico da veracidade dos fatos, as ações políticas dos sujeitos e a justiça, e o favorecimento pessoal e de grupos.

  • A favor de mídias independentes, de forma a se contrapor a mídia hegemônica.

ANECS

  • Autonomia das regionais;

  • ANECS deve ser organizada por escolas. Pautada na contextualização da realidade de cada uma destas,priorizando transformação coletiva.

  • Horizontalidade em todo processo de construção da ANECS de seus espaços (perpassando desde comunicação até as deliberações);

  • É um principio da ANECS que nós, estudantes de Ciências Sociais, nos entendemos como classe trabalhadora e atuamos no M.E enquanto parte dela;

  • Apartidarismo, mas não antipartidarismo entre os espaços, onde a ANECS se mantenha independente e autônoma a organizações como Partidos Políticos e Grupos vinculados à Partidos Políticos;

  • A ANECS é um instrumento da luta de classes atuando principalmente na transformação dos estudantes em sujeitos da sua própria história.

Os dois pontos seguintes, deverão ser discutidos por cada regional / escola.

Objetivos:

  • Quais são nossos objetivos

    Fins:

  • De que forma chegar a esses fins

ANECS FINANÇAS

(ENCAMINHAMENTOS)

  1. Como política de finanças acordou-se que a arrecadação de dinheiro será feita de modo à garantia nossa independente de classe em relação às doações privadas. Exemplos disso seriam: dinheiro que sobra dos encontros do MECS, venda de botons, camisas, bandeiras etc. Modelos de arrecadação já usados historicamente pelo movimento estudantil e que já é realizado em outras executivas e federações de curso.

  2. Consensuou-se que ANECS-Nacional deve gastar o dinheiro do fundo nacional prioritariamente com materiais gráficos e com bandeiras de luta da ANECS.

  3. Encaminhou-se que o dinheiro das regionais será prioritariamente gasto com passadas nas escolas. No caso de endividamento das escolas sedes ao final dos encontros, a ANECS-Regional, entraria com uma possível ajuda de custo. A ajuda deverá ser destinada após comprovação de endividamento pós-encontro. Cada regional deverá fazer seu planejamento financeiro para que o dinheiro seja melhor aproveitado. Apontamos ainda que o auto-financiamento dos encontros deverá ser sempre buscado e estimulado.

  4. Sobre como se dará a divisão do dinheiro dos encontros, ficou acordado a divisão do montantes da seguinte forma:

  • 10% do valor total ficará com a escola sede dos encontros.

  • 10% será destivado a cada regional (Norte – Nordeste – Centro Oeste – Sudeste – Sul)

  • 40 % será destinado ao caixa nacional da ANECS

ANECS COMUNICAÇÃO

(ENCAMINHAMENTOS)

  1. Foi encaminhado a criação de comitê de comunicação. Esse comitê será composto por 10 pessoas, sendo 2 pessoas de cada regional para ficarem responsáveis pela tarefa;

  2. A composição da comunicação das duas pessoas de cada regional será:

  • A primeira será a Coordenação Nacional da regional

  • A segunda será escolhida pelas próprias regionais

  1. O comitê terá como principal função a atualização do blog da ANECS tendo o dever de produzir e analisar os textos enviados, dinamizando o processo comunicativo;

  2. Será criado uma lista de e-mail para comunicação com o comitê e envio de material por qualquer militante do MECS ou estudante de Ciências Sociais;

  3. Os blogs de C.A’s e D.A’s devem divulgar o link do blog da ANECS e vice-versa;

  4. Na reunião da Coordenação Nacional se criará os logins para cada regional e depois disso as regionais escolherão seus representantes;

  5. Divulgar em cartazes nos curso o blog da ANECS;

  6. Que se crie um espaço específico para as Mulheres no blog, afim de que produzam seus materiais e reafirmem o processo de organização feminina das Ciências Sociais iniciado no CONECS-CE;

ESPAÇO DE AUTO-ORGANIZAÇÃO DE MULHERES

(ENCAMINHAMENTOS)

  1. Compreender o feminismo como um movimento questionador de todo um sistema que se legitima e se reafirma na reprodução do machismo e do patriarcado. Um movimento que reivindica que as mulheres têm de conquistar sua emancipação, compreendendo que essa luta é conjunta com a necessidade de se construir uma outra sociedade;

  2. Achamos importante instrumentalizar as companheiras em espaço de autorganização e garantir espaços de formação política mistos;

  3. Garantir espaços de auto-organização das mulheres na programação oficial das instâncias dos MECS;

  4. Fazer uma lista de e-mails para socialização de materiais para formação e agitação, com o intuito de fortalecer a participação das mulheres nos espaços políticos;

  5. Garantir uma mesa no ENECS (espaço misto) para debater mulheres e educação, colocando questões como a organização das mulheres na categoria dos professores, remuneração dessa categoria, mulheres na universidade (assistência estudantil, trotes machista, assédio sexual por professores e colegas, creches, etc.);

  6. Garantir espaço sobre feminismo nos próximos CFP’s;

  7. Colocar um espaço de mulheres no blog;

  8. Incluir o 8 de março como uma luta importante para ANECS. Garantir que o recorte feminista apareça em nossos debates. Exemplo: professores de ensino médio são mal remunerados e a maioria da categoria é feminina.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO PROJETO DO ENECS 2012

(ENCAMINHAMENTOS)

  1. Tirou-se que o espaço de opressões que ocorrerá no ENECS Santa Maria será subdividido nos seguintes espaços: Mulheres, Racismo, Criminalização da pobreza, LGBTTT e Questão Indígena. Inserção de um espaço específico para discussão e socialização geral. Que esses espaços estejam em horários diferentes;

  2. Apontou-se a necessidade de se construir um espaço para refletir e repensar as nossas instâncias do MECS , seus objetivos e sujeitos;

  3. Construção de um espaço para apresentar e esclarecer pedagogicamente as instâncias do MECS;

  4. Organização de um Campeonato Esportivo Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais – Copa ANECS – nos espaços de livre fomentação;

  5. Colocar no calendário regressivo do ENECS um lembrete sobre a assembleia da ABECS;

  6. Criar no ENECS um espaço para discutir outras instâncias do cientista social (ABECS, sindicatos, etc…);

  7. Foi tirado que os espaços livres proporcionem a exibição de documentários e filmes;

  8. Colocou-se a necessidade de se diminuir a quantidade de mesas gerais, para que as discussões sejam potencializadas nos espaços com menor número de pessoas (ex. NB’s);

  9. Que se construa vivência com os movimentos sociais, garantindo a autonomia destes movimentos na construção do espaço;

  10. A importância de pautar como um dos sujeito do encontro os estudantes que estão tendo o primeiro contato com o ME;

  11. A importância de se repensar a questão acadêmica do encontro, horizontalizando a relação professor/aluno;

  12. Os coordenadores deverão ser os facilitadores iniciais dos NB’s;

  13. O processo de construção do ENECS deverá ser acompanhado pelas CNs e CRs, criando-se mecanismos para tal, como por meio de comunicação virtual;

  14. Se possível garantir que as escolas e a CO se ajudem para garantir a presença das escolas nos cursos de coordenadores;

  15. Que a CO esteja em todos os espaços do ENECS para dinamizar o encontro através de uma metodologia de condução do espaço;

  16. Fazer pré-ENECS nas escolas.

 

PARTICIPARAM DO III CONECS EM FORTALEZA-CEARÁ AS SEGUINTES ESCOLAS:

 

  • Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC MG

  • Universidade de Brasília – UNB

  • Universidade Estadual do Ceará – UECE

  • Universidade Fedaral da Bahia – UFBA

  • Universidade Federal do Ceará – UFC

  • Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

  • Universidade Federal do Pará – UFPA

  • Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ

  • Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

  • Universidade Federal de Uberlândia – UFU

  • Universidade de São Paulo – USP

Uma ciência do social que se imunize contra
a sociedade tem tudo para tornar-se academi-
camente respeitável e… irrelevante.

(Chico de Oliveira)

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Publicado em 14/02/2012, em CONECS e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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