ENADE

Nota de esclarecimento: sobre a ação do MEC em cancelar o processo seletivo 2013 do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia.

Nós, alunos do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, viemos por meio desta, esclarecer a comunidade interna e externa, a nota publicada pelo Ministério da Educação (MEC) acerca da suspensão do vestibular do ano de 2013, referente ao rendimento do curso que se apresentou inferior ao valor mínimo exigido na avaliação de 2008 e 2011. Para examinar os cursos de graduação, o MEC faz uso do Conceito Preliminar de Curso (CPC) que avalia o rendimento dos discentes, docentes e infraestrutura, sendo um dos indicadores o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Neste instrumento é avaliado o conhecimento do ensino superior na sua especificidade, porém há uma incompatibilidade na avaliação, pois os instrumentos desta não corroboram com as condições reais e estruturais do ensino superior.
O indicador que avalia o corpo docente e a infraestrutura ocorre com a visita de um representante técnico do Ministério da Educação. Entre 2001 e 2005 o curso de Ciências Sociais passou por uma profunda reestruturação do Projeto Político Pedagógico, grade curricular, corpo docente e infraestrutura. Desde 2003 o MEC não envia tal representante para avaliar as condições atuais do curso, que em 2010 teve implantado o curso de pós-graduação, e em 2011 se tornou uma unidade acadêmica (INCIS).
Há a necessidade de avaliação dos cursos de graduação, porém o ENADE é um exame meritocrático e vertical que visa única e exclusivamente a estratificação e ranqueamento dos cursos dos Institutos de Ensino Superior (IES) que ao invés de avaliar de fato os cursos através de um critério pedagógico, acaba assumindo um caráter punitivo a aqueles que obtêm notas baixas. Sendo assim, nos perguntamos se o correto não seria entender o porquê de tais resultados ao invés de penalizar.
Acreditamos que o ENADE não contempla a diversidade do curso e não atende as demandas locais, pois faz uso de instrumentos precários, obsoletos e limitados. Mediante nossa insatisfação quanto à avaliação, os estudantes de Ciências Sociais traçaram estratégias para melhor conter e solucionar esse quadro, tais como: debates e assembleias que resultaram no boicote ao exame.
Dessa forma entendemos que, a ação do MEC em interditar o processo seletivo consistiu em uma atitude precipitada e insuficiente, uma vez que a visita de um representante do Ministério da Educação não foi feita, impossibilitando assim a real avaliação do curso de Ciências Sociais – UFU. Solicitamos então a presença do mesmo, para que possamos de uma maneira democrática debater e apresentar as nossas reivindicações.

Assinatura: Centro Acadêmico de Ciências Sociais,

Gestão: “Há quem sambe diferente”

Uberlândia
20 de dezembro de 2012

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Publicado em 24/12/2012, em Campanha, Notas e Cartas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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