Mulheres

O Espaço Auto Organizado de Mulherada da ANECS nasceu no CONECS 2012, que aconteceu em fortaleza. Surgiu da necessidade da difusão da discussão acerca do feminismo na universidade em sua totalidade e, principalmente, nos cursos de Ciências Sociais do país. O feminismo da ANECS pretende alcançar acumulo necessário pra fazer formações de qualidade elevada, principalmente para tornar o movimento de mulheres do MECS cada vez mais forte e combativo. 

O setor Auto Organizado de mulheres da ANECS elenca a imersão de um campo de saberes e lutas feministas no Movimento Estudantil de Ciências Sociais. Assuntos como a legalização do aborto e o combate aos trotes machistas que podem e são abordados por todxs independente de gênero na ANECS, mas discutidos por nós mulheres, ganha o olhar e as problematizações produzidas por nós que se diferenciam por nossas inquietações de sujeitos dessa experiência. 

No ENECS XXVII, que aconteceu em Santa Maria, tivemos a construção da Carta de Princípios da Articulação, com a participação de todas as escolas presentes, encaminhou-se que a ANECS é uma entidade feminista.


Mas por que a ANECS é feminista?
“O feminismo é uma teoria de libertação.”

Nós que formamos a entidade a percebemos feminista pela inquietude à situação social em que vivemos. A socióloga Blay (2003) aborda que os modos de produção e os novos conhecimentos diversificaram as formas de violência, colocando as mulheres como sujeitxs a quem essas violências se direcionam. Temos a violência moral, violência médica, violência psicológica, violência no trabalho, violência sexual, violência de gênero. A mulher que como todx sujeitx deveria dispor das leis, é ferrenhamente marcada pelo impedimento de domínio sobre seu corpo e direitos. O machismo não é um assunto superado.
Ao construir uma carta de princípios, estamos assumindo como guiaremos nossas ações e conduta, a ANECS percebe o feminismo como teoria de libertação, tendo a dimensão das mulheres como sujeitos da história. O feminismo não é um principio secundário ou periférico, é a necessidade de que se rompa a ordem que produz papeis sociais subalternos e que se possibilite a construção de um novo ser humano, aberto às diferenças e que as relações sejam negociadas baseadas na igualdade.

No Brasil, historicamente falando, desde 1920 o movimento feminista tem um caráter um pouco burguês, pois a principal bandeira de luta era o Sufrágio Feminino e essa bandeira não importava muito para a mulher pobre, trabalhadora, negra e etc. Que feminismo queremos construir? Essa é a pergunta chave para construção desse espaço da ANECS. Nós queremos construir um feminismo que luta por todas as mulheres, para além da Universidade. Tendo em vista a mulher negra, lésbica, dona de casa, para além da mulher universitária.

Visto disso o espaço auto organizado de mulheres vem debatendo e criando acúmulos sobre bandeiras do feminismo na ANECS, como o movimento feminista e as mulheres negras, a violência contra a mulher etc.

 

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