Manifesto da ANECS

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Assentamento Milton Santos

assentamento

Na madrugada dessa quarta-feira (23/01/13) cerca de cem moradores do assentamento Milton Santos ocuparam o prédio do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo. Os manifestantes já haviam, desde o dia quinze, ocupado o prédio do INCRA-SP (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), devido à possibilidade de reintegração de posse do lugar onde vivem e produzem, há sete anos, sessenta e oito (68) famílias.
O assentamento foi regularizado em 2006, pelo então presidente Lula, e a ocupação do instituto que leva seu nome se dá com o fim de pressionar o ex-presidente a se posicionar ao lado dos assentados, estabelecendo um diálogo com a presidenta Dilma Rousseff para que assine decreto de desapropriação por interesse social, último recurso jurídico possível. O terreno se localiza em Americana, interior de SP, e pertencia a uma família de empresários que o perdeu devido à dívidas trabalhistas. Hoje, mesmo depois de regularização do assentamento, os antigos proprietários recuperaram o direito de posse na justiça e as famílias que lá vivem correm o grave risco de perder suas casas e anos de dedicação e trabalho que empregaram naquela terra.
Diante disso, a ANECS – Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais –, tendo como uma de suas bandeiras a luta contra as remoções urbanas e rurais, declara seu total apoio à luta do assentamento Milton Santos. Nos solidarizamos com a luta dessas cerca de setenta famílias e nos somamos à elas em coro, pedindo à presidenta Dilma Rousseff, que desaproprie o terreno por interesse social imediatamente, garantindo assim, não só o direito elementar de moradia e a manutenção do modo de vida de centenas de pessoas e de todos que são por elas beneficiados, mas também uma das conquistas democráticas de reforma agrária que se veem gradualmente ameaçadas em nosso país.

http://www.assentamentomiltonsantos.com.br/

Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais

Nota de solidariedade pela morte de Samambaia

Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais – ANECS se posiciona contra o descaso ao falecimento do estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco Raimundo Matias Dantas Neto, mais conhecido como “Samambaia”. O estudante saiu de casa na quinta-feira (3), seu corpo foi encontrado na madrugada de sexta-feira (4) na praia de Boa Viagem. Apesar da família tê-lo procurado no Instituto Médico Legal, somente teve ciência do fato por uma matéria exibida na TV. Ao procurar o corpo no IML, a família foi impedida de vê-lo. Há incongruências entre o laudo, a fala da perita e a foto de como o corpo chegou ao IML. Contrariando a fala da perita, que disse que o corpo estava intacto, sem sinal de qualquer violência, na foto o estudante aparece sem camisa, com a bermuda rasgada, escoriações pelo corpo e pescoço deslocado. Tais incongruências contribuem para vários questionamentos acerca da morte de Samambaia. O que motivou tamanha crueldade? Porque tantos impedimentos no acesso da família ao corpo? Porque tanta insensibilidade permeando a burocracia ao tratar da morte desse estudante?
Vale ressaltar que estamos falando de um estudante NEGRO. Conforme constatações, seu corpo foi encontrado com claras marcas de tortura, parte dos seus dreads foram arrancados. O caso de Samambaia não pode representar apenas mais um caso, em meio a tantos, de crime hediondo e racista!
Tendo em vista a maneira desumana com que a morte do estudante foi tratada no IML, a ANECS vem através desta nota registrar solidariedade e firmeza junto à familia do Samambaia e repudio à impunidade no caso da morte do estudante e a qualquer forma de opressão e violência racista. Imagem

Contra a precarização do ensino e da formação dos cientistas sociais!

Carta Aberta à Pró-Reitoria de Graduação da UFMG

No dia 21 de novembro de 2012, o Colegiado do curso de Ciências Sociais foi informado  pela  Comissão  para  Implementação  do  Novo  Sistema  de  Informações Acadêmicas que o sistema acadêmico da UFMG sofreria uma modificação em 2013, e que o sistema de matrícula duplo  vínculo, existente nos cursos  de Ciências Sociais e Psicologia, não poderia mais existir, tendo os estudantes matriculados nessa modalidade que decidir entre a licenciatura ou o bacharelado. 

Os  72  estudantes  de  Ciências  Sociais  com  matrícula  duplo  vínculo  foram convocados a decidir entre uma das duas modalidades até o dia 26 de novembro. A Pró-Reitoria  de  Graduação  se  dispôs  a  prestar  esclarecimentos  sobre  essa  decisão  em reunião aberta com os estudantes de Ciências Sociais no dia 5 de dezembro.

No entanto, desde que o assunto veio à tona, os estudantes de Ciências Sociais se prontificaram em debater a questão coletivamente e apontar como essa decisão pode ser extremamente prejudicial para o curso de licenciatura.

O curso de licenciatura em Ciências Sociais é uma das licenciaturas da UFMG que  menos  tem  formado  profissionais,  segundo  dados  fornecidos  recentemente  pelo Colegiado  Especial  de  Licenciatura.  O  desprestígio  da  licenciatura  em  relação  ao bacharelado  é  um  fato  notável  e  que  certamente  não  encontra  justificativas  apenas externas ao curso.

No  entanto,  é  justamente  com  relação  às  questões  internas  ao  curso  de licenciatura  que  acreditamos  ter  maior  responsabilidade  e  poder  de  intervenção,  no sentido de tentar alterar esse quadro de desvalorização e desestímulo à docência.

Em 2009, um grupo de estudantes de Ciências Sociais da UFMG formaram o Coletivo SoL – Sociologia e Licenciatura MG, no sentido de valorizar a licenciatura e fortalecer o debate sobre o retorno da Sociologia para o currículo do Ensino Básico. O Coletivo realizou e participou de eventos, além de ter iniciado o projeto que culminou no  surgimento  do  PIBID  (Programa  Institucional  de  Bolsas  de  Iniciação  à  Docência, recente programa do Governo Federal de apoio às licenciaturas) Sociologia UFMG.

A  área  de  ensino  de  Sociologia  tem  ganhado  cada  vez  mais  notoriedade.Recentemente  foi  criada  a  Associação  Brasileira  de  Ensino  de  Ciências  Sociais (ABECS)  e  a  Sociedade  Brasileira  de  Sociologia  (SBS)  criou  um  congresso  voltado especificamente  para  o  ensino  de  Sociologia  no  Ensino  Básico.  Também  vemos  em nosso estado o surgimento de pós-graduações na área de ensino de Sociologia.

A área de ensino de Sociologia tem crescido, mas ainda há muito trabalho pela frente, e ele deve ser apoiado pelas universidades públicas. Segundo dados do Censo Escolar 2010, apenas 5% dos profissionais que estão lecionando Sociologia no Ensino Médio no Brasil possuem formação na área.

A recente decisão da referida Comissão com respeito ao sistema de matrículas pode  colocar  em  risco  toda  uma  luta  dos  estudantes  com  relação  à  valorização  da licenciatura e distanciar a UFMG de uma área acadêmica que está ganhando cada vez mais espaço. 

Isso porque sabemos que a escolha prioritária dos estudantes é o bacharelado, e não a licenciatura (somente um estudante do curso de Ciências Sociais está matriculado apenas  na  licenciatura).  A  obrigação  da  escolha  entre  uma  das  duas  modalidades certamente terá como resultado um esvaziamento ainda maior da licenciatura.

Além  disso,  essa  decisão  incentivará  aqueles  estudantes  que  escolham  se matricular  na  licenciatura  após  terminar  o  bacharelado  a  construírem  suas  trajetórias acadêmicas  reproduzindo  o  tão  criticado  modelo  3  +  1,  em  que  as  disciplinas pedagógicas são cursadas ao final da graduação, com um status de anexo das disciplinas específicas. 

A universidade pública jamais deve perder de vista que é também sua obrigação formar docentes para o  Ensino  Básico, e que deve oferecer cursos  de qualidade,  que sirvam de estímulo à docência. Essa tarefa se faz cada vez mais necessária diante desse cenário de baixa oferta de professores para assumirem os cargos no ensino público.

Diante  das  informações  aqui  apresentadas,  pedimos  que  a  Pró-Reitoria  de Graduação nos ajude no sentido de fazer os órgãos responsáveis a repensarem a decisão de alteração do sistema acadêmico com relação à extinção da possibilidade da matrícula duplo  vínculo  para  o  curso  de  Ciências  Sociais  da  UFMG.   

 Ainda pedimos que, de qualquer forma, os alunos sejam resguardados de modo que  não  sofram  nenhum  prejuízo  na  transição  para  o  novo  sistema  de  informações acadêmicas, tendo em vista disciplinas já cursadas e versões curriculares diversas. 

Certos de sua compreensão, assinam essa carta:

Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais

Colegiado de Ciências Sociais

Centro Acadêmico de Ciências Sociais Vinícius Caldeira Brant da UFMG (CACS)

Coletivo SoL MG

PIBID Sociologia UFMG

ENADE

Nota de esclarecimento: sobre a ação do MEC em cancelar o processo seletivo 2013 do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia.

Nós, alunos do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia, viemos por meio desta, esclarecer a comunidade interna e externa, a nota publicada pelo Ministério da Educação (MEC) acerca da suspensão do vestibular do ano de 2013, referente ao rendimento do curso que se apresentou inferior ao valor mínimo exigido na avaliação de 2008 e 2011. Para examinar os cursos de graduação, o MEC faz uso do Conceito Preliminar de Curso (CPC) que avalia o rendimento dos discentes, docentes e infraestrutura, sendo um dos indicadores o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Neste instrumento é avaliado o conhecimento do ensino superior na sua especificidade, porém há uma incompatibilidade na avaliação, pois os instrumentos desta não corroboram com as condições reais e estruturais do ensino superior.
O indicador que avalia o corpo docente e a infraestrutura ocorre com a visita de um representante técnico do Ministério da Educação. Entre 2001 e 2005 o curso de Ciências Sociais passou por uma profunda reestruturação do Projeto Político Pedagógico, grade curricular, corpo docente e infraestrutura. Desde 2003 o MEC não envia tal representante para avaliar as condições atuais do curso, que em 2010 teve implantado o curso de pós-graduação, e em 2011 se tornou uma unidade acadêmica (INCIS).
Há a necessidade de avaliação dos cursos de graduação, porém o ENADE é um exame meritocrático e vertical que visa única e exclusivamente a estratificação e ranqueamento dos cursos dos Institutos de Ensino Superior (IES) que ao invés de avaliar de fato os cursos através de um critério pedagógico, acaba assumindo um caráter punitivo a aqueles que obtêm notas baixas. Sendo assim, nos perguntamos se o correto não seria entender o porquê de tais resultados ao invés de penalizar.
Acreditamos que o ENADE não contempla a diversidade do curso e não atende as demandas locais, pois faz uso de instrumentos precários, obsoletos e limitados. Mediante nossa insatisfação quanto à avaliação, os estudantes de Ciências Sociais traçaram estratégias para melhor conter e solucionar esse quadro, tais como: debates e assembleias que resultaram no boicote ao exame.
Dessa forma entendemos que, a ação do MEC em interditar o processo seletivo consistiu em uma atitude precipitada e insuficiente, uma vez que a visita de um representante do Ministério da Educação não foi feita, impossibilitando assim a real avaliação do curso de Ciências Sociais – UFU. Solicitamos então a presença do mesmo, para que possamos de uma maneira democrática debater e apresentar as nossas reivindicações.

Assinatura: Centro Acadêmico de Ciências Sociais,

Gestão: “Há quem sambe diferente”

Uberlândia
20 de dezembro de 2012

ANECS pela devolução da Ilha do Fogo ao povo brasileiro!

 Localização geográfica, cultural e simbólica.

A Ilha do Fogo localiza-se na calha do Rio São Francisco, entre as cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, sendo assim a divisa natural entre Bahia e Pernambuco. É dividida em duas partes pela Ponte Presidente Dutra (BR – 407) que faz a ligação rodoviária dessas duas Unidades da Federação. Na porção Oeste, possui uma área praiana de terreno acidentado, formado por uma rocha única, elevando-se ao poente em morro de aproximadamente 20 metros de altura, onde fica um cruzeiro que durante muito tempo serviu de orientação aos navegantes.
Por sinal, o nome Ilha do Fogo decorre da existência desse brilhante foco que, ao iluminar o pico da gigantesca saliência de granito, servia de orientação aos navegantes. O escritor Wilson Dias, no livro “Velho Chico”, relata que nas noites de trevas densas do período áureo da navegação no Velho Chico os canoeiros passavam pela ponta da ilha tomados de pavor, com os cabelos eriçados, invocando a proteção divina. A tradição oral atribui o fogo da ilha aos olhos de uma das mais conhecidas lendas do Velho Chico: a Serpente D’água ou Serpente Encantada.

Com tamanha riqueza simbólica-lírica-cultural, um antigo promotor público da então comarca de Petrolina, Manuel Xavier Paes Barreto, incluiu a Ilha do Fogo no Almanaque Luso-Brasileiro de 1906, registrando com cores poéticas a tradição popular tão propagada nas duas margens do “Opara” ( Rio Torto ), nome do rio São Francisco para os índios cariris. Ainda embriagado de uma graça sublime, escreveu o livro “Ilha de Fogo”, reconhecido como uma de suas principais obras. Até 1932 não havia instrumento “legal” sobre a propriedade das terras das ilhas fluviais. É “O decreto nº 21235” que “assegura aos Estados o domínio dos terrenos marginais acrescidos e ilhas dos rios navegáveis que corram em seus territórios”. Dois anos depois, em 1934, o Código das Águas sentencia que as ilhas ou ilhotas, que se formarem no álveo de uma corrente, pertencem ao domínio público, no caso das águas públicas. Curiosamente, é a Emenda nº 1 de 1969 – a mesma que institucionalizou os Atos Institucionais editados até então pela Ditadura Militar, causando um endurecimento jurídico/político do regime – que inclui as Ilhas entre os bens da União. E a Constituição “Cidadã” de 1988 confirma em seu artigo 26.

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INVASÃO DA ILHA DO FOGO 03/09/2012

Em 2008, o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado, sediado em Petrolina-PE, teve parecer favorável da Justiça Federal para ocupar a porção Leste da referida ilha, onde foi instalada a Base Fluvial dessa unidade do Exército brasileiro. É importante ressaltar que o anseio da comunidade ribeirinha sempre foi pela criação do Museu da Navegação na área que durante muito tempo pertenceu à Companhia de Navegação do São Francisco (Franave), fundada em 24 de janeiro de 1963 e liquidada em 20 de janeiro de 2007, data a partir da qual teve suas atividades interrompidas.

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300 SOLDADOS FORTEMENTE ARMADOS
Com relação à porção Oeste da Ilha do Fogo, que sempre foi ocupada por comerciantes informais, colônia de pescadores e aberta ao público em geral, no ano de 2012 a Justiça Federal determinou a emissão da posse num prazo de 100 (cem) dias, a contar do dia 24 do mês de maio, conforme Sentença Transitada e Julgada do Processo Nº 0000052-05.2012.4.05.8308 – 8ª Vara da 5ª Região de Justiça Federal de 1º Grau de Pernambuco, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia, para aqueles que não observarem essa decisão judicial e, ainda, autorizou, desde então, o emprego de dois Oficiais de Justiça, apoiados, se for o caso, por força policial, até o dia 31 de agosto.
Procurado por representantes de diversos segmentos das sociedades petrolinense e juazeirense solicitando a permissão para exercerem atividades de lazer e de comércio na porção Oeste da Ilha, o 72 BIMTZ esclareceu que trataria a área como militar, portanto, ficando a mesma sujeita às mesmas restrições de acesso e de controle inerentes a qualquer quartel das Forças Armadas. Segundo palavras do comandante James Corlet, “seria juízo imoral, incoerente e inconveniente para este Comando permitir o acesso ao mesmo para apenas um ou outro grupo de pessoas “privilegiadas”, tal fato, se contraporia, a primeira vista, aos Princípios Constitucionais da Administração Pública da Impessoalidade e da Finalidade”. A pergunta que fica é: será que não é imoral, incoerente e inconveniente aos princípios constitucionais tirar a característica de bem de uso comum do povo que sempre marcou a história da ocupação na ilha para transformá-la em bem de uso especial (centro de treinamento militar), impedindo o acesso da população local?

INVASORES SENDO VAIADOS!!!
“ A ILHA DO FOGO É DO POVO “
O argumento utilizado pelo exército para a invasão da Ilha do Fogo é o da existência de consumo de drogas no local. Esse pífio argumento cai por terra uma vez que as drogas infelizmente estão presentes em todas as cidades e o cerceamento ao livre e tradicional acesso do povo mais pobre principalmente não auxilia e muito menos resolve a questão. As vítimas do narcotráfico não estão sendo cuidadas e continuam consumindo as drogas em outros locais das duas cidades.

A VERDADEIRA QUESTÃO: A DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL

Duas publicações nos auxiliaram a analisar e compreender a gravidade da situação em que a nossa soberania nacional está em jogo: Matéria sobre a denúncia da dep. Federal Perpétua Almeida PCdoB do Acre.

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.(fonte) portalvermelho.org.br
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A partir das informações sintéticas que constam desse dossiê e da constatação cotidiana da indignação dos povos de Juazeiro/BA e Petrolina/PE e demais brasileiros, constituímos o Coletivo Amigos da Ilha e conclamamos a todos a que se unam em nossa luta pelo atendimento das seguintes reivindicações:
1. A garantia de que os pescadores e suas famílias que sobrevivem da pesca no Rio São Francisco possam continuar exercendo seu trabalho livremente e que sejam atendidas suas reivindicações para melhorar as suas condições de trabalho.
2. A retirada imediata e incondicional das tropas do 72º. batalhão da Ilha do Fogo e que ela volte a ser do povo como historicamente sempre foi e determine aos poderes públicos competentes a sua revitalização e condições dignas de utilização:
3. A imediata suspensão do contrato entre a Codevasf e o Usace para análise das condições da realizá-lo, se necessário for com nossos próprios meios profissionais e a retirada imediata das tropas estrangeiras da região do Rio São Francisco.

Fragmentos do Dossiê organizado pelo COLETIVO AMIGOS DA ILHA – NOV/2012.
A ANECS oferece total apoio ao povo da Ilha do Fogo

A Ilha do Fogo é do Povo. E sempre Será. 
O Rio São Francisco é do Povo. E Sempre Será.

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ANECS de LUTA!

Anecs uberlandia, orgulhosamente apresenta:

Atividade reune movimento estudantil, movimento sem teto, e movimento dos eletricitários (cemig) – sindeletro, Anecs, Mst, Rompendo Amarras, levante, Psol, CPT, Mtsb, e mais:

Presente a luta política, a aproximação dos setores da classe trabalhadora, a religiosidade e a mistura de elemntos religiosos e culturais de indigenas a cristãos, de ateus com moderados:

“Sou terena, Kaiowá e Guarani […] acampado na fazendo […] to na beira da estrada, to no sem teto, tomando chuva, sem comer, sem direito de trabalho, sem nada. Sou sem terra, sem teto, sem medo de viver. Mas sou feliz, porque luto pelos nao aldeiados […]”

ANECS Uberlândia aproxima movimento estudantil, movimento sem teto, e sindicato dos eletricitários

ANECS Uberlândia aproxima movimento estudantil, movimento sem teto, e sindicato dos eletricitários

Relatoria e próximas atividades do Comitê Elisson Prieto de apoio à ocupação no glória:

Esteve presente além das entidades e pessoas que compõem o comitê o Sindeletro-sindicato dos eletricitários. Avançamos nas relações sindicato dos elestricistas, movimento dos sem teto do Brasil e Movimento estudantil.

• Informes:
• Leitura da nota conjunta dos segmentos da UFU (DCE-Sintet-ADUFU) ressaltando a importância da ocupação:

Encaminhamento: A adufu sugeriu alterações, alguns membros do comitê vão na adufu esclarecer sobre a nota e finalizar a articulação para sair a nota;

• Atividade sindeletro:

– O sindieletro fará uma atividade de debate sobre a importância e funcionamento do setor elétrico, bem como suas condições de trabalho e sua luta, na quinta 9 hrs da manhã, no estacionamento externo do CRIU (Campo regional integrado de Uberlândia).
– O sindeletro esteve presente e vai integrar a luta pela moradia.

• Ocupação glória e grupo de formação:

– Os universitários, e demais interessados, integraram um grupo para pensar a formação dos ocupantes do glória; o objetivo é ajudar no entendimento da condição social atual no mundo.
-> Inicialmente o grupo de formação vai até a ocupação na reunião do próximo domingo que acontecerá às 16 hrs.

• Próximas atividades do comitê:

– Reunião próxima terça (27.11) 19 hrs no CC-santa mônica;
– Reunião do grupo para pensar formação no glória, próxima terça (27.11) 20 hrs no CC-santa Mônica;

• Informações:
1) Endereço da atividade sindeletro: criu/Cemig, Av. cel josé Teófilo carneiro, 2777 – distrito industrial.
2) Como chegar à ocupação: da tubal vilela/terminal central pegar ônibus 909; do terminal santa luzia 127 ou 126; fica no final do são Jorge, as ruas do são Jorge quase todas acabam na ocupação, perguntar aos moradores onde é a ocupação se necessário.

Contra o fechamento do curso de licenciatura em ciências sociais do IFTM

A ANECS repudia o fechamento do curso por ação do IFTM e do MEC!Precisamos de mais e não de menos cursos.Nossa apoio aos companheios e companheiras do Instituto Federal do Triângulo Mineiro e ao CA Florestan Fernandes que os representa!

“NOTA OFICIAL C.A. “FLORESTAN FERNANDES”

O Centro Acadêmico “Florestan Fernandes”, do curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Sociais do Instituto Federal do Triângulo Mineiro Campus Uberaba, vem manifestar-se sobre a informação do fechamento do curso.
Após alguns alunos detectarem no sítio do IFTM que o curso de Licenciatura em Ciências Sociais não estava entre os oferecidos pela instituição no processo vestibular de 2013, o coordenador Wagner Jacinto de Oliveira foi questionado e no dia 17 de Setembro de 2012, em reunião com os alunos no auditório da Unidade I, justificou o fechamento do mesmo face a ingerências da SETEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica) do Ministério da Educação. De acordo com o coordenador Wagner, a SETEC justificou o fechamento do curso sob o argumento do mesmo não constar em seu catálogo de oferta de cursos. Além disso, as Ciências Sociais, como curso da área de humanas, não está entre as prioridades dos Institutos Federais, que cujo foco seria educação profissional e tecnológica.

Os alunos do curso de Ciências Sociais, em reuniões e assembleias, resolveram se mobilizar e trabalhar pela manutenção do curso de Licenciatura em Ciências Sociais no IFTM, e fazem pelos motivos abaixo elencados:
• Os Institutos Federais possuem autonomia para abertura e fechamento de cursos. Além disso, é premissa para sua existência o oferecimento de cursos de licenciatura, de acordo com a Lei n° 11.892, de 29 de dezembro de 2008.
• A política pública educacional do governo federal prioriza os cursos de formação de professores. Reiteradas inserções na mídia vem dando destaque ao fato de que o governo federal até paga a um estudante que queira cursar uma licenciatura e dar aulas em escolas públicas. Logo, não se justifica o fechamento de um curso de licenciatura numa instituição federal de ensino.
• Não existe justificativa pautada na falta de demanda na formação de professores habilitados em Ciências Sociais. A disciplina de Sociologia tornou-se obrigatória no ensino médio de todo o país, e não existem profissionais formados na área capazes de atender todas as escolas. Em Uberaba, a disciplina vem sendo ministrada por professores habilitados em história, geografia, letras, direito e outros, totalmente alheios à formação das Ciências Sociais. Além disso, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1446/11, do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que estabelece a competência exclusiva para o ensino da Sociologia aos licenciados em Sociologia, Sociologia Política ou Ciências Sociais, ampliando ainda mais a necessidade de licenciados.
• O investimento para a criação de um curso de graduação numa instituição federal de ensino como o IFTM é alto. Foram gastos recursos públicos, houve um alto investimento humano (alunos, professores) para a implantação e funcionamento do curso de Ciências Sociais. O fechamento do curso, sem nenhum argumento sólido capaz de justificar a adoção de tal medida é, no mínimo, malversação do dinheiro público.
• O curso de licenciatura em Ciências Sociais do IFTM (campus Uberaba) já formou duas turmas. Todos os alunos que prestaram o último concurso público do estado de Minas Gerais para professor de Sociologia foram aprovados, obtendo inclusive a primeira colocação no concurso. Além disso, diversos licenciados em CS pelo IFTM já estão nas salas de aula das escolas estaduais de Uberaba, como professores de Sociologia designados.
• Atualmente, o curso conta com 38 bolsas do PIBID (Projeto Institucional de Iniciação à Docência) ligado a CAPES, bolsas do PIBIC (Projeto Institucional de Iniciação Científica), publicações científicas de alunos, participação em congressos e encontros, premiações e projetos de extensão em fase de implantação, com investimento pessoal de alunos e professores.
A medida extrema de fechamento do curso de Ciências Sociais pelo IFTM Campus Uberaba foi tomada sem qualquer discussão com a comunidade acadêmica (alunos, professores) e a comunidade uberabense. O Instituto Federal do Triângulo Mineiro é uma instituição pública de ensino, e como tal deve prestar contas de suas ações à comunidade. Medidas de gabinete e decisões tomadas a portas fechadas por poucos (ou um só) não podem ser admitidas no estado democrático de direito. O IFTM não é uma instituição particular, onde as decisões são tomadas pelos donos do dinheiro sem qualquer discussão, e o fechamento do curso de Ciências Sociais ou de qualquer outro não pode ser decisão de bastidores nem prerrogativa de uma caneta apenas!

VAMOS À LUTA CONTRA O FECHAMENTO DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO IFTM. É momento de deixarmos de lado nossos projetos individuais e o espaço privado, e lutar pela instauração de um verdadeiro espaço de política, que é público, no sentido empregado por Hanah Arendt. O IFTM é a casa dos brasileiros que trabalham diariamente e contribuem para os milhões que são repassados anualmente, e têm direito a EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE PARA TOD@S.

Uberaba(MG), 27 de Setembro de 2012″

Nota de Pesar

Mais uma vez a ANECS ressalta seu imenso pesar com a morte do renomado historiador marxista Eric Hobsbawm, ocorrida nesta segunda-feira dia 1 de outubro de 2012, aos 95 anos de idade, em decorrência de uma pneumonia.

A perda deste grande intelectual marxista, considerado um dos maiores historiadores do século XX e autor da consagrada trilogia “A era das revoluções”, “A era do capital” e “A era dos impérios”, entristece toda uma geração de intelectuais,marxistas e militantes sociais que se inspiraram em sua brilhante obra.

Perdemos assim mais um grande pensador e intelectual de esquerda, num momento em que a humanidade precisa mais do que nunca refletir criticamente sobre seus dilemas civilizatórios e suas opções de futuro.Suas pesquisas sobre o surgimento histórico do capitalismo e a insurgência do fenômeno do imperialismo como consequência desse desenvolvimento constituíram-se contribuição fundamental para compreendermos os acontecimentos e processos históricos postos em marcha com a Revolução Industrial, na Inglaterra, e o ciclo revolucionário desencadeado desde a Revolução Francesa até a Revolução Russa.

Nossos pesares aos familiares, amigos e admiradores.

CN ANECS

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