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FORA PM DA UFF, TODO APOIO ÀS LUTAS SOCIAIS!

As/os estudantes da Universidade Federal Fluminense  presenciaram, no dia 01 deste mês, mais um absurda tentativa de intimidar e calar as lutas sociais que ocorrem hoje nos mais diversos cantos do país. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, invadiu os DA’s de Ciências Sociais e Filosofia em uma clara tentativa de criminalizar a luta legítima do direito a Cidade/Mobilidade Urbana da qual as/os integrantes dos dois DA’s apoiavam e participavam.

Esse fato não é isolado, temos assistimos a uma escalada da criminalização da militância e da disseminação de práticas autoritárias, que parece ter tomado corpo: a perseguição da Polícia Federal ao movimento grevista na UNIR, a desocupação violenta de famílias no bairro do Pinheirinho, a política de remoções irresponsável nas obras da Copa, a política higienista da internação compulsória de dependentes químicos na “Cracolândia”, a persistência da política de extermínio da juventude negra e pobre nas periferias urbanas e os recentes episódios em que lideranças dos movimentos grevistas dos Bombeiros no RJ e das PMs na BA e no RJ foram presas configuram os casos mais evidentes.

O projeto das elites políticas, impulsionado por um conjunto de empresas transnacionais brasileiras em associação com o capital estrangeiro (financiadas pelo BNDES em suas maiores intervenções), para o Rio de Janeiro é reorganizar a cidade de acordo com os interesses de indústrias exportadoras e como uma cidade especializada em serviços de alto valor agregado. Nesse sentido é que a repressão aos movimentos sociais que contestam o processo em curso se torna fundamental para a viabilização desses interesses. O movimento estudantil de Ciências Sociais, por meio de sua entidade nacional, a ANECS, se solidariza com o movimento estudantil da Universidade Federal Fluminense e exige que todos os fatos envolvendo a invasão do Diretório Acadêmico de Ciências Sociais sejam apurados.

Nota Explicativa das/dos estudantes da UFF sobre a invasão do Campus do Gragoatá\UFF pela Polícia Militar.

No dia 1 de março, por volta das 11h da manhã, estudantes e servidores foram surpreendidos pela invasão de uma viatura da PM (12ª BPM) ao campus do Gragoatá, Universidade Federal Fluminense. De acordo com a Constituição, a Polícia Militar não tem permissão para atuar em território federal, cabendo somente à Polícia Federal tal responsabilidade. Além de invadir o Campus da Universidade, os PM’s também invadiram as salas dos Diretórios Acadêmicos de Ciências Sociais e de Filosofia. Os militares justificaram a ação a partir de uma suposta denuncia anônima de que no local haveria drogas e coquetéis molotovs preparados pelas “lideranças” da manifestação contra o aumento da tarifa das barcas, que ocorrera pouco antes na Praça Araribóia. Cabe destacar que os PM’s entraram acompanhados por um responsável pela segurança do Campus.

Manifestantes protestam contra aumento da tarifa das barcas - Foto: Pedro Kirilos

Várias intimações foram realizadas pela 76 ª DP, que possui um dossiê feito pela concessionária com os perfis dos manifestantes. Também entraram em um processo na empresa Google para que retirassem do canal Youtube vídeos que convocam os protestos. No dia 29 de fevereiro o Tribunal de Justiça do Estado concedeu parecer favorável a uma liminar da Barcas S\A tentando impedir a participação do PSOL e de um professor da rede estadual na manifestação. Compreendemos, portanto, que este fato é mais um de uma série de ações repressivas, que buscam intimidar as manifestações contra o aumento abusivo das tarifas da Barcas S\A, que foram todas pacíficas.

Entendemos que este processo de repressão ao movimento das Barcas faz parte de uma conjuntura de criminalização dos movimentos sociais e também da pobreza no país, vide a brutal desocupação de Pinheirinho e de diversas ocupações no centro do Rio, as fortes repressões às passeatas contra os aumentos das tarifas de ônibus, e a dura repressão que professores e os próprios PM’s e bombeiros sofreram em diversos estados quando reivindicaram aumentos salariais. A recente experiência da militarização da USP demonstra que em vez de mais “segurança”, só aumentou a repressão aos movimentos, com cenas de violência por parte dos militares.

Exigimos o imediato esclarecimento da reitoria da UFF sobre como foi possível a esta viatura entrar ilegalmente no campus do Gragoatá, acompanhada por um responsável da administração da universidade. Exigimos também esclarecimentos do comandante do 12º BPM. Por fim, exigimos uma imediata moção de repudio assinada pelo reitor sobre o ocorrido, além das medidas legais necessárias por parte da universidade para apuração e responsabilização sobre o fato. Não nos intimidaremos e continuaremos a ocupar a universidade como espaço de defesa da liberdade de expressão e livre organização.

Diretório Acadêmico Raimundo Soares – Ciências Sociais – UFF
Diretório Acadêmico de Psicologia – UFF
Centro Acadêmico Evaristo da Veiga – Direito – UFF
Centro Acadêmico de Letras – UFF
Diretório Acadêmico de Comunicação Social – UFF
Diretório Central dos Estudantes Livre da UFF Fernando Santa Cruz

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Confira a Cartilha do III CONECS-CE

A Comissão Organizadora do 3º Conselho Nacional de Estudantes de Ciências Sociais produziu uma cartilha para tod@s @s que irão para o III CONECS.

A Cartilha também foi digitalizada para os que não poderão ir para o 1º Curso de Formação Política do MECS, mas que tem interesse em ler sobre os assuntos debatidos no CFP CISO.

Para ler a Cartilha clique aqui: CARTILHA DO 3º CONECS-CE

 

Alteração na Programação do CONECS

Olá a tod@s,

Gostaríamos de informar que a programação do 3º Conselho Nacional de Estudantes de Ciências Sociais – CONECS foi alterada.

Retiramos alguns espaços livres e complexificamos a programação do CONECS, por entender que alguns pontos deixavam a programação muito solta e pouco amarravam temas importantes referentes a construção da entidade nacional.

Agradecemos a compreensão,

Comissão Organizadora do CONECS-CE

↓↓ Nova programação ↓↓

(Clique na imagem para ampliar)

Inscrições Abertas para o 3º CONECS

 

Comunicado da Comissão Organizadora do 3º CONECS

Convidamos a todas/os as/os estudantes de Ciências Sociais do Brasil para comparecerem ao 3º Conselho Nacional de Estudantes de Ciências Sociais – CONECS, que realizar-se-á em Fortaleza de 21 a 28 de Janeiro no CH2 e CH3 da Universidade Federal do Ceará – UFC.

O evento está sendo construído pelos Centros Acadêmicos da UECE e da UFC e por outros estudantes também de ambas as universidades.

O que é o CONECS – A sigla significa: Conselho Nacional de Estudantes de Ciências Sociais. O evento é anual e ocorre cerca de 6 meses antes dos Encontros Nacionais de Estudantes de Ciências Sociais – ENECS, portanto acontece geralmente em Janeiro ou Fevereiro. A intenção maior é dar mais acúmulo ao Movimento Estudantil de Ciências Sociais – MECS sob a forma de dar diretrizes mais políticas ao encontro nacional (ENECS). A grande importância do evento é a de permitir um acúmulo maior e instituir mais um fórum para pensar políticas para o movimento estudantil de ciências sociais. Apesar de não ser deliberativo, seus encaminhamentos tem sido seguidos pelo MECS de forma geral.

E o 3º CONECS-CE – O CONECS 2012 ocorrerá em Fortaleza-CE, pois foi aprovada sua realização com sede em Fortaleza no 26º Encontro Nacional em Belo Horizonte-MG, porém esse CONECS vem com muitas mudanças, pois o MECS passa por um momento de profunda reorganização. Nesse sentido foi aprovada no 26º ENECS-MG nossa Entidade Nacional, a Articulação Nacional das/os Estudantes de Ciências Sociais – ANECS, quem tem por função contribuir em nossa articulação para a reorganização do MECS, que possa torná-lo mais vivo e presente no cotidiano de nossos cursos. Portanto o CONECS-CE terá a função de debater as possibilidades e dificuldades da ANECS. Outra novidade ocorrerá nesse CONECS, pois foi compreendido no último encontro nacional a necessidade de cursos de formação política do próprio MECS, para que possa melhor balizar e potencializar a atuação militante de todas/os as/os que reivindicam o movimento estudantil de Ciências Sociais. Portanto ocorrerá aqui o 1º Curso de Formação Política do MECS, que consistirá em quatro dias de debates com facilitadores e muita troca de ideias.

Venham todas/os participar do 3º CONECS em Fortaleza-CE

Inscrições Abertas no site: http://conecs2012.wordpress.com

Carta da ANECS lida na reunião departamental da UFS

Carta em defesa da formação de qualidade e contra a aprovação do curso de “Especialização em Ensino de Sociologia no Ensino Médio – Modalidade à Distância” da Universidade Federal de Sergipe – UFS.

Essa carta tem o objetivo de combater a precarização da formação de professores para o ensino da disciplina Sociologia no ensino médio, que vem sendo empreendida mediante artifícios e projetos do Ministério da Educação e das Secretarias de Educação dos estados, através de projetos que visam não mais que a mercantilização da força de trabalho.

Uma das bandeiras da Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais – ANECS compreende a luta pelo fim da educação à distância do curso de Ciências Sociais. Entendemos, enquanto estudantes que priorizam a qualidade da educação e do ensino das Ciências Sociais no país, que cursos nesse formato não contemplam os preceitos básicos da nossa formação, pois usurpam as várias vivências do estudo presencial e se tornam profícuos, no sentido de não validarem a maturação digna de nossas disciplinas e de contribuírem para a desvalorização do fazer pedagógico, sociológico e, sobretudo, fazer crescer a marginalização da disciplina; esta acaba por ganhar um caráter de menor importância frente às imponentes disciplinas das áreas técnicas, objetivas e exatas. Os modelos que explicam as questões sociais, as regras da democracia e da educação são analisados, pesquisados e elaborados com tanto afinco nas comunidades acadêmicas, para em seguida serem relidos e descontextualizados pelosórgãos do governo que, através de medidas arbitrárias e unilaterais, inserem no discurso pedagógico e no ensino das Ciências Sociais a corroboração de um senso comum alienador, transformando a sociologia em um adereço e, notadamente, impedindo que nossa produção de conhecimento se torne subsídio essencial aos movimentos de transformação social como um todo.

Combatemos o descaso das instâncias governamentais, das universidades, dos departamentos, com relação à nossa formação e consequentemente à formação de nossos futuros alunos, já que há uma demanda de Cientistas Sociais formados e concludentes que estão e estarão habilitados ao ofício de lecionar a disciplina e por arbitrariedade dos estados e do governo federal não ocupam os postos de professores de sociologia, uma vez que a lei permite que graduados das mais diferentes áreas ministrem a disciplina no ensino médio.

Combatemos ainda os muitos projetos de formação continuada cuja estrutura e objetivo dão margem a supostas qualificações e habilitações de graduados das mais diversas áreas ao ensino de Sociologia, e que são como dito, artifícios promíscuos para fazer reparos paliativos ao problema do ensino da Sociologia no Brasil. Nesse viés, percebemos nos diversos cursos do país que os departamentos de Ciências Sociais priorizam os cursos de bacharelado e as atividades de pesquisa – ainda assim com uma atuação deficitária, é importante destacar que também não somos satisfeitos em relação à pesquisa, extensão e à forma mercantil da produção de conhecimento – negligenciando as questões concernentes à docência, proporcionando poucos projetos de extensão e estágio para os cursos de licenciatura, disponibilizando de poucos professores preparados para ministrar as cadeiras de educação e para trabalhar a especificidade da didática da sociologia e as problemáticas da disciplina.

Ressaltamos que essa perspectiva de formação aligeirada forma docentes que incorporam às suas formações iniciais apenas as técnicas de como reproduzir noções que em muito não condizem com o fazer sociológico. Trata-se de um professor técnico e não um intelectual que domina as diversas ferramentas das Ciências Sociais. Os professores oriundos de cursos de finais de semana, de licenciatura curta e/ou a distância, ou de reciclagens e programas de capacitação apreendem e reproduzem um currículo tecnicista aos moldes do ensino de “Educação Moral e Cívica” da época da ditadura militar.

Exigimos o suprimento de nossa necessidade de formação para uma atuação docente crítica, que vise o ensino transformador de uma realidade quase inerte, no que tange à capacidade dos indivíduos de reconhecer os problemas sociais e de pensamento sobre o social. Nos interessamos, sobretudo, na alteração na lei que regula a exigência da disciplina Sociologia no ensino médio para que não seja permitido que graduados de outras áreas lecionem a disciplina.

Que o ensino das Ciências Sociais não se restrinja a teoria e que dialogue com o contexto social em que o aluno está inserido, entrando em confronto tanto com as dificuldades prévias e estruturais para atuação (precariedade de material didático, tempo reduzido para exposição da matéria, salário baixo,) como com o caráter apaziguador proposto pelo atual sistema educacional, que defende uma formação nos moldes das cartilhas de preparação para concursos de seleção para vestibular e para a formação de mão de obra para o mercado, legitimando a dominação de uma classe minoritária.

Nós da ANECS nos colocamos ao lado dos estudantes e professores de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe na luta contra a aprovação do curso de “Especialização em Ensino de Sociologia no Ensino Médio – Modalidade à Distância”, pois entendemos que se trata de mais uma forma de precarizar a educação e contribuir para o retrocesso da luta por uma sociedade capaz de pensar a si própria e se mobilizar pela transformação social. Salientamos que não somos contra que sejam criados cursos de pós-graduação, sejam eles lato sensu ou stricto sensu, porém essa modalidade, à distância e o formato como foi proposto tal curso, não atende em nenhum aspecto às nossas necessidades e nem as dos estudantes do ensino médio.

ANECS – Articulação Nacional das/os Estudantes de Ciências Sociais

Blog da ANECS

Olá estudantes de Ciências Sociais de todo o Brasil,

Sejam tod@s bem-vid@s ao novo instrumento de comunicação da ANECS (Articulação Nacional d@s estudantes de Ciências Sociais).

Este blog, será uma das formas de comunicação (a principal) entre a Entidade Nacional e @s estudantes de Ciências Sociais,  divulgaremos aqui todas as questões pertinentes ao MECS (Movimento Estudantil de Ciências Sociais) e a ANECS. Por meio deste, centralizaremos informações sobre a Entidade Nacional, para que tod@s possam ter acesso democratizado ao que se está sendo debatido no nosso M.E. de Área (sabemos que nem uma pequena parte d@s estudantes de Ciências Sociais estão em nossas listas de discussões, grupo do Facebook etc etc). Então, com o site será possível qualquer estudante que tenha acesso a internet e que não esteja nesses espaços de debate do MECS, ter acesso aos debates que travamos hoje e também o que produzimos a nível nacional.

Como sabem, a ANECS é uma entidade recém-nascida (tem exatamente 3 meses) e como tudo o que é novo, no início, faz-se necessário saltar diversos obstáculos para que se consiga tirá-la do papel e apontarmos para o enraizamento orgânico da mesma nos cursos. Como é possível perceber nas relatorias, ainda permanecemos com sérios problemas de comunicação e organicidade e não está sendo fácil resolvê-los. Qualquer um que faça parte de alguma organização sabe o quanto o bom funcionamento das instâncias são indispensáveis para que se atinja um objeto, que dirá para uma entidade que deve articular e potencializa o MECS num país continental, nesse caso a comunicação configura-se como fator determinante para o bom funcionamento dessa organização. É nesse sentido que o site da ANECS vem tentar contribuir para começarmos a sanar uma pequena parte desses problemas.

É importante entender que a ANECS de nada vale se o MECS na base (CA’s, DA’s e coletivos de área) não tiverem organicidade para pautar a Articulação Nacional. Inclusive para isso, faz-se necessário que as regionais consigam ter sensibilidade e vontade de entender a real demanda da estudantada. Essa organização faz-se imprescindível para que as necessidades das regionais cheguem para a ANECS-NACIONAL, e que esta possa encaminhar tais demandas.

Pedimos desculpas também por qualquer problema que possa vir a surgir com o site, ou mesmo com uma possível debilidade que o mesmo possa vir a ter com o tempo, como por exemplo não ser alimentado frequentemente ou coisa que o valha. Como colocamos acima, nossos problemas organizativos reverberam na Comissão de Comunicação, e não só nela, com esta contendo somente uma pessoa responsável.

Agradecemos, e vamos tod@s reafirmar um MECS combativo, classista e articulado com as lutas sociais!!

Iorran Aquino, Coordenação Nacional da ANECS pelo Nordeste

 

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