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ENECS 2016 – Programação

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Duvidas: anecs.nacional@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/enecs2016/

ENECS 2016 – INFORMES

 

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INSCRIÇÕES:
(Ainda não estão abertas)

1- 80 reais até sexta-feira 08/07
2- 90 reais até sexta-feira 29/07
3- 100 reais até sexta-feira 26/08

*Pessoas trans, portadores de deficiência ou que apresentem NIS (Número de Identificação Social) ou declaração/comprovante de fragilidade econômica da sua universidade pagam 50 reais em qualquer data. Casos de necessidade de isenção total entrar em contato com anecs.nacional@gmail.com Leia o resto deste post

FORA PM DA UFF, TODO APOIO ÀS LUTAS SOCIAIS!

As/os estudantes da Universidade Federal Fluminense  presenciaram, no dia 01 deste mês, mais um absurda tentativa de intimidar e calar as lutas sociais que ocorrem hoje nos mais diversos cantos do país. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, invadiu os DA’s de Ciências Sociais e Filosofia em uma clara tentativa de criminalizar a luta legítima do direito a Cidade/Mobilidade Urbana da qual as/os integrantes dos dois DA’s apoiavam e participavam.

Esse fato não é isolado, temos assistimos a uma escalada da criminalização da militância e da disseminação de práticas autoritárias, que parece ter tomado corpo: a perseguição da Polícia Federal ao movimento grevista na UNIR, a desocupação violenta de famílias no bairro do Pinheirinho, a política de remoções irresponsável nas obras da Copa, a política higienista da internação compulsória de dependentes químicos na “Cracolândia”, a persistência da política de extermínio da juventude negra e pobre nas periferias urbanas e os recentes episódios em que lideranças dos movimentos grevistas dos Bombeiros no RJ e das PMs na BA e no RJ foram presas configuram os casos mais evidentes.

O projeto das elites políticas, impulsionado por um conjunto de empresas transnacionais brasileiras em associação com o capital estrangeiro (financiadas pelo BNDES em suas maiores intervenções), para o Rio de Janeiro é reorganizar a cidade de acordo com os interesses de indústrias exportadoras e como uma cidade especializada em serviços de alto valor agregado. Nesse sentido é que a repressão aos movimentos sociais que contestam o processo em curso se torna fundamental para a viabilização desses interesses. O movimento estudantil de Ciências Sociais, por meio de sua entidade nacional, a ANECS, se solidariza com o movimento estudantil da Universidade Federal Fluminense e exige que todos os fatos envolvendo a invasão do Diretório Acadêmico de Ciências Sociais sejam apurados.

Nota Explicativa das/dos estudantes da UFF sobre a invasão do Campus do Gragoatá\UFF pela Polícia Militar.

No dia 1 de março, por volta das 11h da manhã, estudantes e servidores foram surpreendidos pela invasão de uma viatura da PM (12ª BPM) ao campus do Gragoatá, Universidade Federal Fluminense. De acordo com a Constituição, a Polícia Militar não tem permissão para atuar em território federal, cabendo somente à Polícia Federal tal responsabilidade. Além de invadir o Campus da Universidade, os PM’s também invadiram as salas dos Diretórios Acadêmicos de Ciências Sociais e de Filosofia. Os militares justificaram a ação a partir de uma suposta denuncia anônima de que no local haveria drogas e coquetéis molotovs preparados pelas “lideranças” da manifestação contra o aumento da tarifa das barcas, que ocorrera pouco antes na Praça Araribóia. Cabe destacar que os PM’s entraram acompanhados por um responsável pela segurança do Campus.

Manifestantes protestam contra aumento da tarifa das barcas - Foto: Pedro Kirilos

Várias intimações foram realizadas pela 76 ª DP, que possui um dossiê feito pela concessionária com os perfis dos manifestantes. Também entraram em um processo na empresa Google para que retirassem do canal Youtube vídeos que convocam os protestos. No dia 29 de fevereiro o Tribunal de Justiça do Estado concedeu parecer favorável a uma liminar da Barcas S\A tentando impedir a participação do PSOL e de um professor da rede estadual na manifestação. Compreendemos, portanto, que este fato é mais um de uma série de ações repressivas, que buscam intimidar as manifestações contra o aumento abusivo das tarifas da Barcas S\A, que foram todas pacíficas.

Entendemos que este processo de repressão ao movimento das Barcas faz parte de uma conjuntura de criminalização dos movimentos sociais e também da pobreza no país, vide a brutal desocupação de Pinheirinho e de diversas ocupações no centro do Rio, as fortes repressões às passeatas contra os aumentos das tarifas de ônibus, e a dura repressão que professores e os próprios PM’s e bombeiros sofreram em diversos estados quando reivindicaram aumentos salariais. A recente experiência da militarização da USP demonstra que em vez de mais “segurança”, só aumentou a repressão aos movimentos, com cenas de violência por parte dos militares.

Exigimos o imediato esclarecimento da reitoria da UFF sobre como foi possível a esta viatura entrar ilegalmente no campus do Gragoatá, acompanhada por um responsável da administração da universidade. Exigimos também esclarecimentos do comandante do 12º BPM. Por fim, exigimos uma imediata moção de repudio assinada pelo reitor sobre o ocorrido, além das medidas legais necessárias por parte da universidade para apuração e responsabilização sobre o fato. Não nos intimidaremos e continuaremos a ocupar a universidade como espaço de defesa da liberdade de expressão e livre organização.

Diretório Acadêmico Raimundo Soares – Ciências Sociais – UFF
Diretório Acadêmico de Psicologia – UFF
Centro Acadêmico Evaristo da Veiga – Direito – UFF
Centro Acadêmico de Letras – UFF
Diretório Acadêmico de Comunicação Social – UFF
Diretório Central dos Estudantes Livre da UFF Fernando Santa Cruz

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